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13 de Março de 2026 19:37

Última Actualização:13 de Março de 2026

"A fraca governação é o principal condicionalismo limitador do desenvolvimento de Angola"

O economista Fernandes Wanda afirmou, hoje, em Luanda, que a fraca governação continua a ser o principal factor limitador do desenvolvimento de Angola, citando conclusões de um estudo do Banco Mundial. A intervenção foi feita durante o VI Fórum Indústria do Expansão, onde apresentou o tema “Factores Limitadores da Competitividade da Indústria Instalada em Angola.”

Segundo o economista, a debilidade na governação, entendida como a forma como as decisões públicas são tomadas, implementadas e supervisionadas , acaba por gerar uma série de constrangimentos estruturais que condicionam o crescimento do país. Entre esses efeitos, destacou a instabilidade macroeconómica, os desequilíbrios orçamentais, o fraco dinamismo do sector privado e a exclusão de grande parte da população dos benefícios do crescimento económico.

 

“A fraca governação coloca Angola num baixo nível de equilíbrio, dificultando a criação de condições sustentáveis para o desenvolvimento”, afirmou o também coordenador do Centro de Investigação Social e Económica da Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (CISE-FEUAN).

 

Durante a sua apresentação, Fernandes Wanda sublinhou ainda que muitos dos problemas que afectam a indústria angolana persistem há vários anos. Como exemplo, referiu os relatórios de conjuntura empresarial publicados pelo Instituto Nacional de Estatística de Angola, que, segundo disse, há cerca de uma década continuam a identificar os mesmos obstáculos ao funcionamento das empresas.

 

Entre os principais constrangimentos apontados estão as dificuldades de acesso ao financiamento, o excesso de burocracia, a escassez de matérias-primas, as limitações no fornecimento de água e energia, bem como frequentes avarias mecânicas nos equipamentos industriais, factores que acabam por comprometer a produtividade e a competitividade das empresas.

 

Para alterar este quadro, o economista defendeu a necessidade de melhorar a qualidade da governação económica, começando pela criação de espaços devidamente infra-estruturados para a produção industrial. Na sua perspectiva, o reforço da produtividade do sector industrial pode gerar efeitos positivos em cadeia em vários ramos da economia, incluindo agricultura, comércio, serviços e transportes.

 

Outro ponto considerado essencial é o aumento da competitividade das empresas angolanas através da exportação, aproveitando melhor os acordos e programas de integração comercial disponíveis para o País. Entre os exemplos citados, destacou iniciativas como o Everything But Arms (EBA) da União Europeia, que permite acesso preferencial ao mercado europeu, a política de tarifa zero aplicada pela China a centenas de produtos africanos, bem como o African Growth and Opportunity Act (AGOA) dos Estados Unidos.

Na visão do economista, aproveitar plenamente estes instrumentos de acesso a mercados internacionais pode ajudar Angola a diversificar a economia, aumentar as exportações e fortalecer a competitividade da indústria nacional.

 

*Fonte: Jornal Expansão

* Para mais informações, recomendamos a consulta da notícia na fonte original, no caso, a página web do Jornal Expansão

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